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21/02/2016

8 Ideias para explorar o Alfabeto




Quando observamos e seguimos os interesses da criança, conseguimos perceber quando ela demonstra curiosidade pelas letras. E a partir daí é aberta uma janela de oportunidade. A partir desse momento, com calma, podemos apresentar atividades de acordo com essa vontade de descoberta. 


No método Montessori, na introdução ás letras, não se segue a ordem do alfabeto A, B, C. Segue-se sim,  a ordem de interesse da criança. Por exemplo, cá em casa abordamos o C, o D, o J e o P - são as iniciais nos nossos nomes e P refere-se a P de Papá!
Outro princípio é a importância dada ao som da letra. As letras são introduzidas pelos seus sons fonéticos. Depois, quando a criança já está mais preparada aprofunda-se os símbolos das letras. 
Mas tudo isto deve ser feito com muita criatividade e sem pressas nem pressão sobre a criança. 

Nas sugestões que apresento neste post, utilizo diversos tipos de materiais. Não são especificamente Montessori, mas sigo os seus princípios. 



Com puzzles de espuma, preenche-se a letra em falta.

Estes cortadores são de bolachas, é melhor se tiver apropriados para plasticina.

Utilizar objectos que a criança goste e corresponder a letra.

Este jogo era meu! E agora passou para ela! Love!

Encontrar as letras entre os feijões e colocá-los no seu lugar.

Desenhar as letras e colar stickers por cima, respeitando as cores.

Usar stencils de letras sobre a mesa de luz. Colocar uma folha e desenhar/pintar as letras.

Continurei a desenvolver  mais atividades e a publicar.

17/02/2016

Montessori em Família - Conversa com Raquel Sofia

Foto cedida por Raquel Sofia

A Raquel Sofia descobriu o método Montessori por acaso, como descreve no texto "Porquê Montessori?” no seu blogue thisnewnaturallifestyle.blogspot.pt. Quanto mais lia sobre o tema, mais apaixonada ficava pelo método. Sentiu que esse era o caminho que queria seguir na educação do seu filho. Aos poucos, começou a integrar o método na sua casa e a desenvolver actividades inspiradas em Montessori. Ao longo do tempo foi percebendo como este método influenciava de forma extremamente positiva no comportamento do seu filho.

Graças às redes sociais, cruzamos os nossos caminhos. Fiquei curiosa sobre o seu percurso com Montessori e decidi fazer-lhe algumas perguntas. A Raquel aceitou e aqui estão as respostas. 



Foto Blog Raquel Sofia


O que sentiste quando encontraste o Método Montessori? 
Senti que tinha descoberto a pólvora! Desde o 3º ciclo que me queixava de várias falhas no sistema de ensino, mas não sabia que eram própriamente falhas do modo de ensino, pensava que eram apenas problemas meus. Quando descobri o método da Maria Montessori percebi que afinal o problema não era meu e que havia uma forma muito mais eficaz, mas principalmente, muito mais humana e respeitadora das crianças de resolver problemas e dificuldades (tanto da criança, como do educador).


O que mudou em ti?
Bem, neste último ano muita coisa mudou em mim. Eu acho que a pergunta correcta seria antes “o que não mudou em ti?”. Quanto ao que à Educação diz respeito, tudo começou a fazer mais sentido. Já tentava sempre ver as coisas pela prespectiva do meu filho, mas ao conhecer o método, abriu-me os olhos para pequenos pormenores que antes não me apercebia. Hoje sou muito mais calma e tranquila, mais compreensiva do ponto de vista e necessidades do meu filho, mais consciente. Antes de reagir, na maioria das vezes, porque também não sou de ferro e tenho as minhas dificuldades, penso sempre no porquê da sua atitude e tento preencher as suas necessidades sem o contrariar nem criar momentos de stress e nervosismo.


Como começaste a aplicar?
Comecei por adaptar a casa com o que tinha e a fazer actividades, também com o que tinha. Depois comprei algumas coisas, tanto para a casa como para as actividades. Por fim, porque, parecendo que não, ainda é o mais difícil de mudar, mudei as minhas atitudes, a minha maneira de pensar e de agir perante as situações.



Foto cedida por Raquel Sofia


Quais foram as principais dificuldades no início? E agora?
No ínicio foi mesmo fazê-lo ficar sentado e focado em alguma coisa. Ele não ligava a nada, nem actividades, nem brinquedos. Nada! Andava sempre a saltar e a correr. Agora é mesmo fazê-lo querer parar. Depois de começar uma actividade é difícil fazê-lo parar. Ainda hoje, depois de já estar prontinho para ir para a cama, decidiu que era boa ideia fazer algumas actividades antes de dormir. Como o vi tão focado ainda o deixei trabalhar em 2, mas mesmo assim não queria sair dali. É que depois de entrar na “roda” é díficil sair! ;)



Foto cedida por Raquel Sofia

Como se adaptou a tua família a este método?
Ainda nos estamos a habituar. Para mim, é um exercício muito díficil lembrar-me de lhe pedir ajuda para fazer as coisas (normalmente até é ele que me vem oferecer ajuda), às vezes ainda caio no “deixa que a mãe faz”, para ser mais rápido, de resto, a nível de disposição dos móveis e materiais, como não gostamos de ter a casa cheia de coisas, nem móveis grandes ou altos, foi muito fácil. Mas ainda temos muito trabalho para fazer, tanto na casa como a nível pessoal.


Fizeste alterações na tua casa?
Não própriamente, mas algumas. Arranjámos um banco com dois degraus para ele subir ao lavatório, reservei uma das prateleiras da despensa para os seus snacks, no frigorífico tento deixar as coisas que ele come ao seu alcançe, comprámos uma estante. Este ano queria fazer umas alterações na organização da cozinha, para ele ter acesso a mais material, mas ainda não sei bem como fazer.

Criaste ou mudaste as vossas rotinas?
Algumas, sim, mas não temos muitas.


E o teu filho? Achas que o método o tem ajudado?
Bastante! Principalmente muito mais concentrado e focado, menos distraído, mais confiante e mais seguro. 


O que tens em conta quando preparas uma actividade/material ou quando compras um brinquedo?O tipo de material, se tem várias possibilidades de utilização, se está dentro dos parâmetros de interesse dele e se o vai ajudar, de alguma forma, a desenvolver uma qualquer particularidade da sua personalidade e do seu Ser, e do seu conhecimento.


O que dirias a uma mãe que não conhece o método Montessori?
Que é um método espetacular! Super respeitante de cada criança individualmente, não se baseia em tabelas e aceita e respeita o tempo de desenvolvimento de cada criança. Para mim, são os pontos-chave! Mas para primeiro contacto, sugiro que vejam o vídeo da sua vida e obra. É baseado em factos reais e mostra como surgiu e o que fez por crianças de necessidades especiais e por crianças que eram vistas como “menos capazes” pela sociedade.

13/02/2016

Corações de São Valentim


Por este tempo há corações espalhados por toda a parte e fica sempre bonito!
Aproveitando a atmosfera positiva, é bom partilhar actividades com as nossas crianças. É bom presentear com amor quem gostamos. É bom falar sobre amor e amizade, e pode muito bem ser através de pequenos trabalhos manuais ou postais com mensagens de afecto.
Estes corações lindos, podem ser feitos em qualquer altura! Não têm de esperar pelo dia em que os mais românticos festejam o dia de S. Valetim. Pessoalmente não dou importância a este dia e também não aprecio incentivar as crianças a este clima de "comércio" sobre o amor romântico. Mas, sendo também, um dia  de partilha de amor, há que fazer parte dessa boa onda.




Os materiais necessários são simples: corações de esferovite, muitas purpurinas, tintas de guache, pauzinhos, pincéis, plasticina. Os pauzinhos podem ser os paus de churrasco. A plasticina será para servir de suporte e depois para aproveitar as sobras das purpurinas. São necessários também recipientes para deixar cair as minúsculas purpurinas (que se vão espalhar por todo o lado). Nesta imagem não consta, mas também usamos cartolinas para fazer postais.








                                                                                                                                                                                                    Aproveitamos as purpurinas que caíam no recipiente para transformar plasticina em corações brilhantes e também para fazer postais. (esta foto de menos qualidade, foi tirada no telemóvel. parecia que ia ficar bem... de qualquer forma achei importante incluir neste post!)


Outro exemplo de actividade, bastante simples, é fazer corações em cartolina e colar. 

25/01/2016

Yoga e Montessori


O que é que o Yoga e a educação Montessori têm em comum?

O Yoga, tal como o método Montessori é um processo de descoberta. Ambos são um caminho para o auto-conhecimento da criança. Ambos criam um estado de espírito de paz e de tempo interior. Ambos buscam a auto-regulação da criança e promovem a autonomia nas suas acções.

A palavra Yoga significa união. São o Corpo, a Mente e o Espirito unidos num só. 
Ensinar as crianças como cuidar do seu corpo, da sua mente e do seu espírito, através de actividades sensíveis, como o Yoga, será um ensinamento para toda a sua vida.

Já assisti a aulas de Yoga para crianças, dadas por profissionais, e fiquei perdidamente apaixonada! É lindo demais! A forma como abordam as histórias e interagem com as posturas e com os objectos, tão profundo e dinâmico, que as crianças (e os adultos) ficam totalmente absorvidos por aquele momento. 


Porque não praticar Yoga com os nossos filhos, em casa? Como?

Claro que a orientação de um instrutor de Yoga será uma mais-valia. É óbvio que a práctica dos exercícios seria muita mais bem orientada e o enquadramento das posturas seria mais fundamentado. Mas nada nos impede de iniciarmos esta rotina! Podemos estudar um pouco este tema e desenvolver um programa pessoal, próprio, que nos seja possível aplicar em família, em casa com as nosssas crianças.




Criei uma série de Flashcards para fazer Yoga em casa com a minha filha. Sempre que queremos pegamos nos cartões e iniciamos a prática. E o mais giro destes flashcards é que basta levá-los na mochila e assim podemos fazer Yoga em qualquer momento! Sim, na praia, no parque, á sombra de um árvore...

Estes flashcards são um ponto-de-partida para criar momentos sensoriais, bem ao estilo do método Montessori, que exploram todos os sentidos. Podes partir para uma viagem com as posturas do avião ou do barco. Podes desenvolver a imaginação, levando a criança em jornadas cativantes a diferentes países ou sítios mágicos. 
Podes juntar paus e folhas ou encontrar animais no passeio pelo bosque...
Para criar "um plano", observa os interesses da criança, cria histórias sensoriais, integra as posturas de yoga mais adequadas a essas histórias e junta materiais sensoriais e elementos da natureza.  Ao desenvolvermos "um plano" estamos a criar empatia com a criança, porque queremos estar verdadeiramente com ela, no espaço e no tempo.  Estamos também,  a rodear-nos de toda a concentração que estes momentos exigem. E uma criança que se concentra é uma criança imensamente feliz. 



Nos dias que correm, onde a concentração, o foco, a atenção, são as palavras do dia, parece-me que esta actividade com as crianças faz toda a diferença. Para além disso, e não menos importante,  com o movimento do Yoga, trabalha-se toda a coordenação motora grossa.




Os flashcards estão disponíveis em pdf. É só clicar download na seta. Eu não cortei os cartões, de forma individual. Plastifiquei a folha A4 e deixei nesse tamanho. Para já, connosco, esse formato resulta bem. 

As imagens foram retiradas do google e com muita pena não consigo descobrir o autor. Gostaria de lhe dar os créditos. Fica aqui o pedido, se alguém conseguir identificar o autor, por favor, agradeço a informação.
Os nomes em português, das posturas, foram gentilmente dados por uma querida Instrutora de Yoga para crianças. Eventualmente podem ser adaptados outros nomes.



23/01/2016

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Ciclo de Vida do Sapo - Explicado às crianças


Esta atividade é muito interessante para as crianças, especialmente aquelas mais curiosas sobre a vida animal e o ambiente. Ás vezes, basta terem encontrado um sapo, uma rã ou ver pequenos girinos na água, para começarem a querer saber mais.  Ou até pela visualização de um desenho animado ou de um filme. A partir do seu interesse podemos apresentar-lhes esta proposta de atividade. Não é úma atividade tão espontânea como observar um sapo ou uma rã num pequeno riacho, mas é certamente uma boa forma de abordar o assunto e conversar sobre a biodiversidade.
Estes materiais são muito interessantes e as crianças habitualmente gostam de fazer corresponder os pequenos objectos do ciclo de vida aos cartões das imagens.
É difícil assistir ao incrível processo de metamorfose do sapo, em tempo real, por isso compreendê-lo desta forma é também muito enriquecedor.



Colocas os objectos num pequeno cesto e os cartões noutro. A criança dispõe os cartões sobre o tabuleiro/mesa/tapete e coloca os objectos correspondentes por cima. O adulto diz o nome do objecto. Vamos observando com calma a sua interacção. Depois, podemos pedir que nos dê/mostre o objecto: por exemplo, "onde está girino?" E assim vamos alargando e trabalhando o vocabulário da criança. 
Para saberes mais sobre como preparar atividades inspiradas em Montessori lê este texto.
Em simultâneo, exploramos um livro com imagens reais de rãs, que já tinhamos na nossa colecção de livros de imagens reais de animais.


A miúda pede com frequência para assistir a vídeos sobre os temas que vamos abordando nestas atividades. O que encontrei no youtube mais engraçado foi este (em inglês).



De acordo com os interesses da criança e da vossa imaginação, podem acrescentar sobre este tema, atividades de pintura, corte e colagem ou outras manualidades.

Neste caso,  utilizamos o cartão de controle de erro dos cartões de 3 partes, mas se for uma criança que já saiba ler, podes usar o processo dos cartões nomenclatura completo, como explico aqui.

Podes fazer o download das imagens no fim desta página. Nos cartões das fotos imprimi com a identificação de rã (de acordo com o livro), mas os cartões para download estão identificados como sapo.

Curiosidades
Também eu aprendo muito ao preparar estas atividades. Fiquei a saber que este processo de metamorfose do sapo dura cerca de 16 semanas! E que os sapos se distinguem das rãs pelas membranas interdigitais pouco desenvolvidas e pela pele mais seca e rugosa. As rãs geralmente vivem em ambiente mais seco. (Talvez da próxima vez que vir alguma, consiga distinguir! ;) )









21/01/2016

Como falar sobre dinheiro com os mais novos?




-  Mãe, quero isto!
-  Mãe, quero esta boneca!
-  Mãe, quero este carrinho!

Muito habitual, não é? Quantas vezes ouvimos isto em frente a uma montra, no supermercado ou numa loja. A seguir a este pedido/quase ordem, segue-se a negociação. Qual negociação? Aquela em que a resposta é não? Assim deixa de ser negociação. Aquela em que a resposta é amanhã pensamos nisso? Não existe amanhã para a criança. Aquela em que se te portares bem, o Pai Natal dá? Aquela em que se comeres a sopa toda, a mãe dá?

Pois! É difícil sim. A maior parte das vezes, as crianças não tem noção do dinheiro, do quanto custa. Mas inventar desculpas, sem pensarmos na melhor forma de elucidar as crianças, não estaremos certamente a resolver nada.
Então, como podemos falar de dinheiro com os nossos filhos mais novos? Como ir incutindo o valor do dinheiro, do trabalho e da poupança? Como lhes dar a conhecer o dinheiro?

Acredito que com muita brincadeira, e que desde cedo podemos ajudá-los a ajudar-nos. Como assim, ajudar-nos? Aqui a questão é que ao investirmos tempo nesta temática e nestas actividades que te vou propor, eles vão aprendendo sobre o assunto. Dessa forma, ajudam-nos a torna-los pessoas conscientes no uso do seu dinheiro. E por etapas, cada vez mais desafiantes as crianças vão conquistando as suas habilidades na gestão do seu dinheiro, dinheiro de bolso ou mesadas.
O que quero propor-te neste post são actividades simples, mais uma vez inspiradas no método Montessori, que muito me tem ajudado.



1 - Inserir moedas no mealheiro
Este movimento tão simples, por si só é um excelente exercício de coordenação motora fina. 
E sempre que insere a moeda, dizer o valor em questão. 
Assim, vai reconhecendo a moeda e o seu valor.




2 -  Mergulhar algumas moedas numa solução de vinagre e sal. 
Deixar na solução por 15m. Retirar com um pinça. Polir com um cotonete.




3 - Montar uma mercearia com a respectiva caixa registadora.
 Etiquetar os produtos com os preços. 
Utlizar as notas (dos cartões de correspondência ) e moedas. 
Simular uma ida ás compras.




4 -  Criar pequenas caixas ou potes com imagens das notas. 
Corresponder as notas ás caixas.




5- Usar os cartões de 3 partes para fazer a correspondência com as notas.
 Para imprimires as as imagens e criares os cartões, faz download no fim do post.




6 - Iniciar o sistema de poupança com envelopes. 
De acordo com as vossas prioridades/objectivos, decorar envelopes e identificar como poupança para livros, viagens...




7 - Poupar em família com o Desafio das 52 semanas. 
Com um frasco de cereais ou outro qualquer pote, ir juntando os valores correspondentes a cada semana e ver crescer a poupança. Podem decorar o frasco de forma criativa também.



 Todas estas actividades são boas para falarem sobre dinheiro, notas, moedas, quantias, quantidades, etc.
Á medida que as crianças sentem o nosso interesse genuíno em falar-lhes sobre este assunto, mais elas vão querer colaborar. E dessa forma nas situações reais, do dia-a-dia, a ida á padaria, ao supermercado são momentos excelentes de aprendizagem. Podem efetuar os pagamentos, receber o troco e guardar no seu porta-moedas. Nestes momentos preciosos, as crianças vão sendo cada vez mais capazes de interagir de forma positiva e responsável.



Para imprimir os cartões de 3 partes e usar nas actividades, faz download na seta. 
Para saberes mais sobre como criar este tipo de material lê o este texto explicativo

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