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10/03/2018

Pintar ovos com tintas naturais



Sem grande dificuldade, e usando ingredientes naturais,  é possível criar uma atividade gira. Precisamos apenas de ovos,  folhinhas de ervas, elásticos ou fio e collants finas.
Como corantes naturais usamos açafrão em pó, couve-rouxa e casca de cebola. Esta última não resultou muito bem, porque a cor natural da casca dos nossos ovos já era próxima à cor da casca de cebola. Neste caso, resulta bem, quando são ovos mais claros. 

As crianças adoram colher flores e folhas. Essa é a primeira tarefa.

Para preparar os ovos, colocamos as folhinhas a gosto. Para as folhas se colarem à casca do ovo, é melhor deitar uma pequena gota de água com um pincel. Cortar a meia para fazer uma espécie de saquinho (como se vê na última imagem)  e embrulhar o ovo. Tem que se ter alguma delicadeza e paciência, porque as folhas podem sair.

Numa panela, leva-se ao lume as cascas da cebola com água e sal. O mesmo processo para a couve-rouxa (usei uma couve com 1kg aproximadamente). Outra panela com açafrão, e como queria uma cor intensa juntei 3 colheres de sopa de açafrão. 

Levar as panelas ao lume. Neste momento juntei os ovos a cozer, mas pode-se cozer os ovos à parte e colocar nos corantes depois. 
Libertar ao lume as cores, por 12 minutos. Retirar e deixar arrefecer um pouco. Coar a água das cascas,  e de seguida deitar 2 colheres de sopa de vinagre.  

Deixar os ovos em cada corante durante algum tempo. A tonalidade das cores finais, varia de acordo com a cor da casca, e com o tempo em que os ovos permanecem dentro do  recipiente do corante.

Esta atividade envolve vários passos e muita perícia. Todo o processo é rico de aprendizagem. No final, ver as cores que resultaram e os feitios das folhas, é lindo! 





03/03/2018

Fluffy Slime | Massa Fofinha


Tal como a plasticina caseira e a massa viscosa dos pega-monstros, esta slime é mais um momento recheado de entusiasmo.

Vale a pena preparar estas atividades com as crianças, não só pela diversão, mas essencialmente pela emoção deles ao fazerem estas misturas! 
É maravilhoso ver nas crianças, aquele olhar de total interesse e de curiosidade.💛 

Precisamos de
  • Cola Branca - 1 chávena
  • Espuma de barbear - 3 ou 4 chávenas
  • Borato de Sódio - 1 colher de sopa
  • Bicabornato de sódio - 1 colher de chá
  • Água morna - 1 chávena
  • Água fria - 1 chávena
  • Corantes alimentares
  • Recipientes, espátula, colheres.
Também se consegue fazer a slime sem o borato, mas não fica tão elástica. Apesar de dar uma consistência diferente, outra opção ao borato de sódio, é soro fisiológico. 

Como fazer?
Passo 1 - Dissolver bem o borato de sódio no copo de água morna. Reservar.
Passo 2 - Deitar a cola no recipiente e adicionar a água fria. Mexer bem.
Passo 3 - Adicionar o bicabornato de sódio e continuar a mexer.
Passo 4 - Acrescentar a espuma de barbear e misturar.
Passo 5 - Acrescentar gotas do corante . Envolver tudo muito bem. A consistência fica macia, mas ainda não está moldável.
Passo 6 - Deitar o borato de sódio na massa, aos poucos. Misturar bem, entre cada colher. Se a massa continuar pegajosa, adicionar mais um pouco da mistura do borato de sódio. 
Passo 7 - Quando a massa deixar de colar nas paredes do recipiente, e sem colar nos dedos e já estiver moldável, está pronta!  Fica com uma consistência viscosa e macia!

Para cores diferentes, repete-se o processo. Utilizamos dois corantes - vermelho e verde.

A brincar, está presente ciência, observação, concentração e trabalho de motricidade. 

Divirtam-se! ❤❤







06/02/2018

Sobre o AMOR (qual?)


O dia de S. Valentim é um bom momento para falarmos sobre o amor. Há um certo clima no ar - mais flores, mais corações, mais mensagens... 
Vou aproveitar esta ocasião simbólica para falar mais de amor, com as amigas, com as vizinhas... mas sobre uma questão em particular - a intimidade emocional e o controlo do erro.

Há uma característica muito importante nos materiais criados por M. Montessori, que é o controlo do erro. Esta característica incorporada nos materiais, liberta o adulto e a criança de uma relação de avaliação. O adulto liberta-se de ter de comentar, de corrigir, de avaliar e de julgar a criança. Esta, por sua vez, tem a resposta que precisa para atingir a sua perfeição e compreender por si própria o erro, na medida que a sua própria maturidade avança.
Nesta libertação mútua, sai um peso enorme das costas do adulto e sai o medo de errar por parte da criança. E o amor acontece. Aquele amor do respeito pelo ritmo da criança, aquele amor da observação da conquista, aquele amor pela evolução, aquele amor pela concentração, aquele amor pela relação de ambos.
A cumplicidade que se gera nesse momento, cria intimidade emocional. Estabelece-se o vínculo, a presença, a disponibilidade, a segurança, a aceitação.

Como escreve Yvonne Taborda, no seu livro Dar Voz al niño, a intimidade emocional é vital para que as  crianças nos procurem  e nos contem o que mais as preocupa, as assusta, as aborrece, as inquieta, e quais são os seus interesses e o que as apaixona. 
Criar intimidade emocional com as nossas crianças, traz mais e melhor amor.

Algo que nos pode ajudar, nesta missão de viver o amor é criar juntos.  Aqui tens uns corações muito giros e fáceis de fazer. 

Fiz um novo encaixe, para os encaixes metálicos. Acho que faltava lá um coração! Na falta de madeira ou de algo já feito, cortei a forma em espuma-eva de 5mm de espessura. Vai ser a surpresa do dia 14! 💚💛💜

09/11/2017

A Luz que nos guia | As Lanternas


Amanhã, ao anoitecer, vamos caminhar à luz das lanternas. A pequena chama da lanterna é o símbolo da nossa luz interior que nos guia no meio da escuridão. Explico toda a história neste texto. 


E que a luz nos ilumine sempre e aqueça as nossas almas.💚

Durante os últimos dias, estivemos concentradas a preparar novas lanternas. Usamos aguarelas, mas as purpurinas e os pompons têm de marcar a sua presença! Para já as lanternas ainda são muito simples, com os anos vamos melhorando. Usamos papel para aguarela e papel de seda colorido. Outra ideia é utilizar frascos de vidros pintados ou com colagens. 
Ao mesmo tempo, vamos cantando as canções da caminhada. (clicar para ouvir)

P'ra iluminar a escuridão
Vou caminhar aqui na Terra
E vou cantar essa canção
Eu Vou convidar cada criança
A cantar com a voz e o coração
P'ra trazer de volta a esperança
E acender a luz do coração









Eu vou com a minha lanterna,
Lanterna comigo vai,
No céu brilham as estrelas
Na terra brilhamos nós.
A luz se apagou,
P´ra casa eu vou,
Com a minha lanterna na mão

(versão "a luz se acendeu")

a caminhada de 2016


fonte: waldorfinfiji.files.wordpress.com



15/05/2017

Plasticina Caseira


A receita é simples. A trabalheira é imensa. A diversão é garantida!

Precisamos de:
  • Farinha, 1 ½  chávena 
  • Sal, ¼ chávena 
  • Cremor Tártaro, 1 colher de sopa 
  • Água, ½  chávena 
  • Óleo, 1 colher de sopa 
  • Corantes alimentares
  • Óleo essencial (opcional para aromatizar)
  • 2 recipientes grandes e taças pequenas para os diferentes corantes

Como fazer?

Passo 1 - Deitar a farinha numa taça. Adicionar o sal e o cremor tártaro. Misturar tudo muito bem.
Passo 2 - No outro recipiente, deitar a água e adicionar o óleo. Aqui adicionei óleo essencial de lavanda.
Passo 3 - Dividir a água do passo 2,  pelos corantes. Neste caso, dividi em cinco taças, para os cinco corantes. Se achar necessário, pode acrescentar um pouco mais de água.
Passo 4 - Envolver a mistura da farinha, nos corantes.
Passo 5 - Amassar bem até obter uma textura de plasticina. É aconselhável deitar farinha na superfície onde vai amassar e nas mãos, para não colar.

Segredinhos
A plasticina caseira tem um prazo de validade curto. Se guardar num recipiente fechado, dentro do frigorífico dura ainda uns três dias (ou até mais). A cada vez que se abre, é necessário amassar um pouco, para ter de novo a textura macia.
O sal ajuda a preservar e o cremor tártaro adiciona elasticidade à plasticina. 
Os corantes e o cremor tártaro não são propriamente baratos, mas não se gastam todos de uma vez, dão para muitas sessões de plasticina caseira. 
Há quem leve esta receita ao fogão e talvez com a ajuda do calor a massa fique ainda mais macia. Mas eu dispenso este passo! 😊

Esta atividade é perfeita para exercitar a força e os movimentos dos braços, pulsos e mãos. É também excelente para trabalhar a concentração e para dar largas à criatividade. 

Divirtam-se!💚💚







10/02/2017

Matemática | DIY Barras Numéricas


... este método, em que intervém, a todo o instante, o gesto da mão que desloca objetos, fazendo-se, assim, incessantemente, um exercício de educação sensorial... Maria Montessori, Pedagogia Científica

As barras numéricas são uma série de dez barras vermelhas e azuis. É o primeiro material a ser usado para a numeração. A barra mais curta tem 10cm, a mais longa tem 1m de comprimento. Cada segmento de 10cm é colorido, alternadamente, em vermelho e azul.

A vantagem deste material é a apresentação - podem-se apresentar, de forma visualmente distinta, as unidades que compõem cada um dos números que representam. Por exemplo, a barra do 3, corresponde ao número 3 e as 3 unidades distinguem-se através das cores. Desta forma, ultrapassa-se a dificuldade das crianças em compreender a numeração. No início da aprendizagem, muitas crianças contam, falando decorado a sequência natural dos números, mas ficam confusas com as quantidades que lhes correspondem. O espírito concreto da criança exige um apoio preciso e claro.



As barras crescem, gradativamente, em comprimento, de unidade em unidade. Facilitam a ideia relativa do número e das proporções e abrem o caminho para a aprendizagem da aritmética.
Colocando a barra do 1 ao lado da barra de 2, obtém-se um comprimento igual à barra do 3.


E que é esta combinação de quantidades senão a finalidade das operações matemáticas? É ao mesmo tempo um jogo agradável, que consiste em deslocar objetos. E o progresso avança até os limites extremos que a idade infantil permite. Maria Montessori, Pedagogia Científica

Com este material, de forma direta a criança começa a definir a contagem de 1 a 10 e a estabelecer a associação dos números e quantidades.  De forma indireta desenvolve o raciocínio matemático e prepara para o cálculo mental.

Este material é possível de ser um diy! ;)


Precisamos de:
- 2 barrotes de madeira 12mm*18mm, com 240cm de comprimento;
- 1 barrote de madeira 12mm*18mm, com 90cm de comprimento;
Nota: Estas medidas eram as disponíveis na loja. A medida total que é necessário é 550cm;
- tinta vermelha e tinta azul. Apliquei as guaches que já tinha em casa, mas pode ser usada tinta em spray;
- pincéis;
- fita de pintura. Usei fita com 5cm de largura, mas com 10cm torna o processo mais fácil.

Procedimento:
- fazer o corte das 10 barras, desde os 10cm até aos 100cm.
- colocar a fita de pintura. Comecei por pintar em vermelho, por isso coloquei primeiro a fita nos elementos que iriam ser pintados posteriormente em azul.
- passar os pincéis para as mãos dos miúdos e deixá-los pintar!💚 
- quando os elementos vermelhos já estiverem bem secos, é altura de retirar as fitas e repetir o processo para pintar em azul.

E já está!

Com as barras numéricas podem ser feitos vários exercícios, começando até pela brincadeira de medir a altura da criança. Evoluindo  para a contagem, para diferentes somas e por aí adiante.

17/11/2016

Metamorfose da Borboleta - Explicada às crianças


Será que a borboleta lembra que já foi lagarta?
Será que a lagarta sabe que um dia vai voar?

Vê o vídeo e canta a música:


Metamorfose significa mudança.  É a transformação de um ser em outro.

Como explicar esse fenómeno às crianças? Montessori ajuda-nos! ;) 

Podes ler como funcionam os cartões de 3 partes para aprendizagem de vocabulário, nos textos Ciclo de Vida do Sapo e Cartões Nomenclatura Montessori.

Fizemos juntas os cartões, cortamos, plastificamos... a miúda gosta de participar no processo de criação. Depois de prontos, ela própria pegou nos cartões e no conjunto de peças do ciclo da borboleta e preparou o tabuleiro... Como faz sentido montessori nas nossas vidas!

Expliquei-lhe a metamorfose da borboleta. Como uma lagarta se transforma em borboleta? É magia, diz ela!






Os objetos, os livros e os vídeos consolidam a aprendizagem. Hoje, aprender é fabuloso! Temos muitos recursos. Porque não incluir as novas tecnologias na aprendizagem?
Exploramos ainda estes vídeos no youtube:

Metamorfose de uma borboleta


Como nascem as borboletas


Monarch Butterfly Metamorphosis time-lapse 


Metamorfose da Borboleta - animação


Palavra Cantada - A lagarta e a borboleta

Depois desta aprendizagem, sorte mesmo, era encontrar um casulo verdadeiro e poder observar de perto a metamorfose.
A magia da natureza e da vida!

Celebrar a Vida | 4 anos


Dia de Aniversário. Celebramos a vida. 
Gostamos de celebrações simples, momentos tranquilos.

Em Montessori, o ritual de celebração da vida é muito especial. É um momento de auto-conhecimento, facilitado através de uma abordagem cósmica. É explicada à criança a relação da Terra com o Sol, do seu movimento em torno do Sol.  A criança vai compreendendo que a cada aniversário, a Terra deu mais uma volta completa à volta do Sol e que passou mais um ano. 
Ano após ano, conta-se a história de vida da criança, desde o seu nascimento até ao dia da celebração de mais um aniversário. Contam-se pormenores sobre o seu crescimento, mostram-se fotos e podem-se também partilhar objetos que tenham algum significado especial. Com este espaço de reflexão, a criança vai tomando consciência da sua evolução e do seu lugar na Terra.


Let us give the child a vision of the whole universe… If the idea of the universe be presented to the child in the right way, it will do more for him than just arouse his interest, for it will create in him admiration and wonder… The knowledge he then acquires is then organized and systematic; his intelligence becomes whole and complete because of the vision of the whole that has been presented to him… No matter what we touch, an atom, or a cell, we cannot explain it without knowledge of the wide universe. To Educate the Human Potential, Montessori

A comemoração do aniversário desta forma especial,  é uma  pequena introdução à educação cósmica e ao ensinamento sobre a ligação da criança com o Universo.
A criança segura na sua mão um globo, que representa a Terra e que dá a volta  ao Sol, representado por uma vela amarela. Esta celebração simbólica vai acrescentando informação na linha de vida da criança e esta vai assimilando as relações de interdependência.
É um momento lindo e a cada ano que passa, torna-se mais intenso.  

Começamos por preparar o Sol. Na cartolina amarela desenhamos e cortamos um círculo. Cortamos também pequenas tiras que representam os raios solares e onde escrevemos os meses dos anos.
No meio do círculo colocamos a vela, a simbolizar a luz do Sol. Em volta estão os raios solares, a representar os doze meses do ano. 
Junto do mês de aniversário, coloca-se o data de nascimento. 




Acendemos a vela e depois a criança,  por cada ano,  dá uma volta ao Sol, com a globo na mão. Explicamos de forma serena o  movimento.  Narramos a sua história de vida e apreciamos... Desfrutamos do momento com calma e com presença.

O conteúdo e a forma como narramos a sua história de vida, fica ao critério de cada família. Mais ou menos elaborada, mais ou menos engraçada, o importante é a criança e a família absorverem a intensidade do momento. A vida é um milagre.

É importante referirem de início o número de voltas que a criança vai dar e convém dar ênfase ao pormenor da passagem do ano, quando completaram uma volta. Desta forma a criança compreende melhor a razão do percurso em volta do Sol:  " ...vai dar quatro voltas ao Sol, porque faz quatro anos! Nasceste pequenina, pequenina ... e depois de uma volta ao Sol completaste um ano de vida... e já comias a sopa toda... já corriamos atrás de ti..., olha que foto mais linda, quando estavas a brincar na água... depois a terra deu mais uma volta ao sol e fizeste dois anos...." (e assim por diante)

Ao dar a volta ao Sol, podemos "cantarolar" algo como: A Terra deu a volta ao Sol... A Terra deu a volta ao Sol... 

Gosto muito desta celebração. Permite que a criança compreenda, de uma forma mais sensível e concreta, o movimento da Terra e os meses do ano. E acima de tudo é uma forma especial de conseguir estabelecer conexões entre a sua existência e a sua presença na Terra.



Aproveitamos sempre os livros para consolidar os nossos diálogos. Os livros ajudam-nos a reforçar a mensagem e a promover a curiosidade.

Ao longo desta jornada de comemoração da vida, fizemos um círculo de aniversário em argila. Inspirámo-nos no círculo de aniversário waldorf. Esse círculo é em madeira e dispõe de  furos onde são encaixadas o número de velas correspondente ao aniversário da criança. As pessoas juntam-se em volta do círculo à conversa. Se a criança quiser também se colocam objetos significativos.
Como não temos o círculo em madeira, a miúda fez em argila. Mostrei-lhe uma imagem do original e deu largas ao seu trabalho.







O número de velas é superior ao número de anos! Mas não faz mal... a miúda estava tão entusiasmada com o trabalho da argila e de colocar as velas! Tão bonito.


Também fizemos uma coroa de feltro, inspirada  nas especiais tradições waldorf. Na pedagogia waldorf, o pormenor faz toda a diferença. As coroas de aniversário de feltro trabalhado são uma preciosidade. 
A coroa de feltro que construímos é muito simples. Como se vê na foto utilizamos apenas feltro e pompons.   



Não  poderia faltar o bolo! Mãos na massa e fizemos um bolo de chocolate delicioso. Este bolo é muito prático,  não leva ovos e por isso não é necessário usar batedeira (yes!)





Enquanto o bolo está no forno, apreveitamos o tempo para uma outra atividade. Tabuleiro preparado para trabalhar o número correspondente ao aniversário, o quatro.




Depois de um dia tão intenso, merecemos uma boa fatia de bolo!



Celebrar a vida é isto. É estar presente e criar memórias.

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